O pintor e desenhista alemão naturalizado norte-americano, Arthur Kaufmann, vem para o Brasil em 1946, quando expõe no Edifício do Ministério da Educação e Cultura/RJ (atual Palácio Gustavo Capanema). Sobre a exposição, um incidente desagradável: a mostra, com 84 telas, é prefaciada por Afrânio Peixoto, que faz constar do catálogo um texto que desagrada ao artista. Este, então, faz constar o seguinte posfácio: “A introdução a este catálogo, escrita pelo Sr. AP foi impressa antes que me fosse possível entender o seu conteúdo, pois o meu conhecimento da língua portuguesa era, como ainda é, muito limitado. Numerosos artistas e jornalistas brasileiros protestaram contra as palavras do Sr. AP. que parecem perfilar a idiota concepção da arte de Hitler. Eu gostaria de sugerir que houve da parte daquele escritor uma grande infelicidade de expressão, tanto me é repugnante a idéia de que se tenha pretendido inserir conceitos nazistas no catálogo de um homem que, na sua arte e em toda a sua vida, tem sido um inimigo do nazismo, por tudo o que ele representa para a causa da humanidade e da cultura”.