Por volta de 1905, Belmiro de Almeida pintou o genial trabalho Dame à la Rose, que está no acervo do Museu Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, uma jóia criada no mais puro estilo fin-de-siécle, muito distante da retrataiada acadêmica praticada no Brasil. E, sobre ela, circula no Rio uma passagem muita engraçada, habilmente registrada por Quirino Campofiorito: Dizem que o bem humorado pintor Hélios Seelinger, caminhando em Paris, cruzou com a graciosa figura que servira de modelo a Belmiro. Ao voltar ao Rio, Seelinger contou que ela estava tão gorda, mas tão gorda, que naquele momento só poderia posar para um Dame au chou-fleur. BIBLIOGRAFIAo História da Pintura Brasileira no Século XIX, de Quirino Campofiorito, Edições Pinakotheke, 1983 .