Em 1970, durante o vernissage do Salão Nacional de Arte Moderna, levado no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o pintor, desenhista e gravador português Antônio Manuel (Antônio Manuel Oliveira, 1947), vendo sua obra recusada pelo júri de seleção e premiação do evento, composto por Loio Pérsio, Edyla Mangabeira e Frederico Morais, ele e uma companheira, despem-se, em protesto, diante do público. Embora os tempos sejam "modernos", o artista é obrigado a esconder-se por vários dias, além de ter sido proibido pelo Conselho Nacional de Belas-Artes de apresentar-se no Salão Nacional por dois anos. Como irônica compensação, o econômico artista utilizou a foto de sua nudez para tema de vários trabalhos. Bibliografia Cronologia das Artes Plásticas no Rio de Janeiro, de Frederico Morais, Topbooks, Rio, 1995.