Celeida Tostes, professora de Cerâmica da Escola de Artes Visuais do Parque Lage/RJ, construiu com o pessoal do Chapéu Mangueira um muro de tijolões de adobe a 30 metros da porta principal do Museu de Arte Moderna/RJ, a título de sua participação no Salão Nacional de Artes Plásticas, levado naquela instituição. O presidente do Museu, saindo do prédio, vê a obra e diz: O que é isso? Isso é adobe! disse um dos que lá estavam. E do que é feito o adobe? - indaga, curioso, o presidente do MAM. É feito de barro, palha e bosta de boi! - disse outro com simplicidade. Pois não quero saber de bosta de boi na porta do meu museu! - vociferou. E mandou derrubar o muro. Celeida colocou o escultor Maurício Bentes de plantão sentado em cima do muro, para espantar quem chegasse perto dele: Sai daí! - dizia Bentes a quem se aproximasse. Não chegue perto do muro da Celeida! A artista foi para o Parque Lage conseguir reforço para sustentar a obra: convocou estudantes e professores e todos acorreram para socorrê-la. No final das contas, o muro foi mantido: Paulo Sérgio Duarte, que estava na Funarte, negociou sua permanência. Nota do Editor Depoimento de Luiz Áquila, artista plástico e professor