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Iberê Camargo trabalhava num furor que quem viu não esquece. Sua presença era esmagadora, quase como quando ele bota seu par de sobrancelhas na direção do interlocutor e dispara frases como "O Brasil é um gigante com cabeça de galinha".
Certa ocasião, trouxe uma tela do ateliê - que era ao lado - para o hall de sua casa. No meio da noite, dona Maria sente sua ausência na cama. Levanta-se para verificar e encontra Iberê com um pincel na mão, fazendo ajustes na pintura ali mesmo no hall, de pé e de pijama. Pintar era sua obsessão.
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